Consumo: Um ato social ou futilidade? E pra onde vamos em tempos tão inconstantes

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Para muitas pessoas o consumo se tornou um dos maiores vilões do mundo contemporâneo. É muito comum escutarmos falar que parte das crises ambientais e sociais são consequências do chamado “consumismo” e que está nas mãos de nós, consumidores e consumidoras, parte da solução para os problemas que estamos vivendo. O incompatível nisso tudo é que quando ocorrem crises econômicas, somos chamadas para consumir mais para tentar “salvar” a economia, já perceberam?

henn kim

(Ilustração: Henn Kim)

No entanto, pouco se fala nos impactos gerados pela produção em si. Na visão moralista da relação produção – consumo, aqueles que produzem estão “salvos”, pois produzir é trabalhar e trabalhar é um ato digno, já o consumo estaria mais relacionado com futilidade e a pessoas desconectadas da realidade. Mas o consumo é um ato social. Consumimos para nos relacionar, para nos diferenciar, para nos aproximar ou afastar de determinados grupos e comportamentos.

Consumir não significa somente comprar. Consumir está diretamente ligado às nossas práticas diárias e nem sempre passa pelo ato de comprar. Fazendo reflexões desse tipo podemos colocar o consumo num outro lugar. As novas práticas de consumo que têm (re)surgido, como a colaboração e o compartilhamento, por exemplo, estão aí para mostrar que o consumo pode sim ser um atalho para a mudança social e econômica que se faz cada vez mais necessária no mundo em que vivemos e com isso, ainda temos a oportunidade de restabelecer vínculos sociais e recriar comunidades.

Repensar o consumo e reconhecer suas funções sociais, observar as novas formas de consumir que estão aparecendo pelo mundo todo, atribuir um novo significado a produção e as relações de trabalho através de movimentos como a colaboração e o compartilhamento, são alguns dos temas que serão tratados no curso “Novos Paradigmas do Consumo”, que vai acontecer no Espaço Criativo GWS. Vamos fornecer ferramentas para a compreensão das mudanças sociais e comportamentais que nos trouxeram até este momento e para a identificação e decodificação das manifestações culturais que estão se formando a partir dessas transformações.

novos-paradigmas-de-consumo-elis-vasconcelos-2-gws

 

Vamos refletir e trocar ideias sobre como indivíduos, marcas e empresas dos mais diversos segmentos podem se posicionar num momento em que tudo parece inconstante. Iremos conversar também sobre a chamada “nova economia”, novas formas de consumo, valor compartilhado, entre outros assuntos que estão ganhando cada vez mais visibilidade no mercado e nas relações sociais.

— ♥ —

assinatura_elis-vasconcellos


Warning: file_get_contents(http://graph.facebook.com/comments?id=http://www.gwsmag.com/consumo-um-ato-social-ou-futilidade-e-pra-onde-vamos-em-tempos-tao-inconstantes/&summary=1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 403 Forbidden in /home/gwsmag/www/wp-content/themes/gws/archive.php on line 63
Comentar

Tags:

Como trabalhar com Jornalismo de Moda, com Luiza Brasil

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Pra quem não sabe, abrimos as portas do Espaço Criativo GWS em grande estilo! O primeiro curso que rolou por aqui, foi jornalismo de moda com a Luiza Brasil, a Mequetrfismos, uma garota que a gente admira demais, já foi musa 10 coisas e tem uma carreira profissional incrível. Nosso encontro por aqui foi tão legal que achamos que rendia um vídeo sobre o tema. Como é trabalhar com jornalismo de moda? O que é melhor, ser formada em moda ou jornalismo? Como entrar em um meio totalmente desconhecido? Tem muita dica boa e um pouco da história da carreira dela.

Quem perdeu a primeira edição, se liga: Em 2017 tem mais Luiza Brasil no GWS! Não conhece nosso canal no youtube? Tem muita coisa legal por lá! Assina, dá aquele like esperto e fica ligada na gente por lá também.

Tem dúvidas sobre a profissão ou a carreira da Luiza? Deixa sua pergunta aqui ou no vídeo que a gente passa pra ela.


Warning: file_get_contents(http://graph.facebook.com/comments?id=http://www.gwsmag.com/como-trabalhar-com-jornalismo-de-moda-com-luiza-brasil/&summary=1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 403 Forbidden in /home/gwsmag/www/wp-content/themes/gws/archive.php on line 63
2 Comentários

Tags:

Empreendedorismo feminino: Os primeiros passos para seu e-commerce

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

working hens kim

(Ilustração: Henn Kim)

Nos dias de hoje, como falar de empreendedorismo feminino sem falar de e-commerce? Se não for impossível, é quase! rs Esse desdobramento do varejo, que completou 21 anos de Brasil este ano, é uma das principais apostas das mulheres para colocar em prática o seu lado empreendedor.

Para começo de conversa, é preciso deixar claro que e-commerce é toda a forma eletrônica de se vender um produto ou serviço: loja online, grupos de Facebook, canais no Instagram, WhatsApp, telefone… Se você vende por qualquer um desses canais, já pode se considerar uma e-varejista.

Uma pesquisa de 2011 (que nem é tão recente assim) do data center Maxihost, mostrou que o crescimento anual do número de mulheres empreendedoras já era de 30%. Atualmente, mais de 50% das lojas online do país pertencem a mulheres. E elas são, também, o maior público dos e-commerces, encabeçando os setores de moda, beleza, acessórios e livraria.

Para umas é apenas uma diversão, para ganhar uma renda extra; para outras é dedicação exclusiva, é carreira. Mas para os dois grupos é, antes de mais nada, adentrar em um universo que por muito tempo foi bem masculino: o dos negócios e da tecnologia.

Existem muitas mulheres incríveis que estão aí para servir de exemplo; que começaram pequeno e que hoje figuram entre as maiores varejistas dentro do seus setores. E de diversas áreas! Podemos falar desde Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luíza, que tem representatividade tanto no físico, quanto no online; passando pelas sócias Cristina Horowicz, Cynthia Horowicz e Sylvia Sendacz, donas de uma das lojas de moda plus size femininas mais conhecidas, a Flaminga; e finalizando com  Alice Freitas, diretora executiva da Rede Asta, que faz um trabalho incrível com artesãs de diversas cooperativas do Brasil todo, incentivando e orientando na produção, e revendendo os artesanatos no online e nos pontos físicos da Rede Asta (vale muito a pena conhecer!).

Mas nem todo mundo começa grande, podendo montar uma equipe com todos os profissionais necessários para fazer a roda girar, dispondo de um escritório, com um centro de distribuição, ou com todos os softwares que um e-commerce precisa. Na maioria das vezes, quando você abre sua loja, você é o social media, a empacotadora, a que leva os pacotes nos Correios, quem limpa o chão e serve (e bebe!) o cafezinho. A dura realidade de quem não tem muito dinheiro, mas mesmo assim quer empreender.

Os primeiros passos para o seu e-commerce

A primeira coisa que eu recomendo para quem quer se aventurar no e-commerce é ler bastante sobre o assunto. Mesmo que você não consiga, por agora, ter um sistema de back-office (provavelmente você nem sabe o que é isso), se a sua loja crescer, você vai precisar. É melhor estar por dentro daquilo que você vai investir tempo, esforço, dinheiro e sonhos. Indico este Guia Para Iniciantes que vai falar exatamente tudo que você precisa saber antes de começar.

Agora, se você já tem alguma familiaridade com o tema, então recomendo acessar a Revista E-Commerce Brasil, que trata de temas acerca do e-commerce de forma mais profunda.
Depois, é preciso analisar o quanto pode e quer investir financeiramente no seu projeto, de acordo com as necessidades do seu futuro negócio. Por exemplo, se vai vender produtos que você mesma faz (como artesanatos, acessórios, cosméticos naturais ou roupas), pode começar testando a aceitação e saída do seu produto vendendo pelo Instagram, ou criando uma lojinha no Elo7 ou Tanlup (plataformas de lojas virtuais em que você cria seu perfil, cadastra os produtos que quer vender e repassa uma comissão ao site por cada venda efetuada). Assim, você consegue analisar se vale a pena, ou não, investir em um site próprio, o que implica em contratar uma plataforma de e-commerce, meios de pagamento, certificados de segurança e contratos com transportadoras, ou Correios.

Mas se você quer abrir uma loja que vai revender outras marcas (ou levar sua loja física para o online), como loja de roupas, móveis, ou sapatos, estamos falando de um projeto maior. De cara você já vai ter demandas como um centro de distribuição e logística complexas. Nesses casos, vale a pena você estruturar bem o seu projeto e plano de negócios e se programar para investir em um site próprio, com todos os custos que isso implica. Como seus produtos não são únicos, você precisa estar preparada para se destacar no mercado e fazer sua marca ser vista, o que vai requerer um investimento pesado em marketing.

Outra opção seria vender em marketplaces, como Lojas Americanas, por exemplo. Marketplaces são sites maiores e já reconhecidos no mercado que firmam parcerias com varejistas menores para ofertarem seus produtos. Assim, você compra no site das Lojas Americanas, por exemplo, mas o produto é vendido e entregue pela loja X. O que cada um ganha com isso? O marketplace ganha mais variedade de produtos, sem a responsabilidade e os custos da entrega; e o pequeno varejista ganha visibilidade e uma cartela bem maior de clientes do que se ele vendesse apenas na sua loja.

Marketing é a alma do seu e-negócio

Mas investir em marketing necessariamente é um investimento pesado, financeiramente falando? Nem sempre! Existem estratégias orgânicas que você ainda pode fazer para conseguir atenção para sua marca, além de capitalizar e fidelizar clientes.

Nas redes sociais é preciso definir, de acordo com o seu público-alvo, as suas estratégias. Pense em você como cliente: marca que só faz postagem sobre seus produtos, que não interage com o público, que não responde reclamações, que não tira dúvidas e que não fala de outros assuntos que estão dentro da sua realidade ganha o seu like? Dá vontade de compartilhar, ou indicar para amigo seguir? Pois é, não dá! E é nisso que você precisa pensar antes de estar presente nas redes sociais. Nesse mundo, ou se faz um trabalho bem feito, ou é melhor nem estar presente.

É preciso também pensar se faz sentido para a sua marca, ou para o seu público, que você esteja presente em todas as redes sociais. A cada dia aparece uma rede social nova e muitas vezes queremos nos fazer presente em todas e não fazemos um bom trabalho em nenhuma. E no final, nada surte efeito.

Facebook Ads é importante? É! Precisa gastar uma graninha? Precisa! Foi-se o tempo em que marketing orgânico bastava para fazer sua marca decolar. E é por isso que precisa estudar para saber investir bem o seu dinheiro nessa ferramenta (ou contratar quem saiba). Com ela você pode segmentar e isso é incrível! Leia, estude, faça testes com valores pequenos, entenda! Assim, você consegue fazer mais com pouco.

Outra coisa que precisa de atenção: e-mail marketing! Se não souber como e quando fazer, o resultado é uma enxurrada de gente se descadastrando da sua base de e-mails (e ninguém quer isso. NINGUÉM!).

Personalize já!

E não dá para falar de e-mail marketing sem falar se personalização. Um precisa andar lado a lado do outro. Por exemplo, faz sentido avisar a um cliente que mora no nordeste que o inverno chegou e sua coleção está linda? Você estará apenas desperdiçando disparos, correndo o risco de irritar o cliente.

Invista em simpatia e carinho. O bom é que não custa relativamente nada. Cliente bom gosta de se sentir mimado, importante para a empresa. Peça sempre no seu cadastro (mesmo que você venda pelo Instagram, ou pelo WhatsApp) a data de aniversário do cliente. Faça uma conferência diária de quem está fazendo aniversário e envie um e-mail especial, oferecendo desconto, frete grátis ou um brinde caso ele realize uma compra naquele dia.

Pesquisas afirmam que na maioria das vezes é o detalhe quem faz o cliente preferir você a um concorrente tão bom quanto. Então, invista! Gosta de ganhar um cartão? O cliente também. Um agradecimento pela preferência, ou votos de que a roupa nova faça sucesso são coisas que encantam o consumidor. Produza uma embalagem bonita, que tenha a ver com seu público e sua loja. Esse diferencial é o famoso “UAU!” que toda loja deve buscar junto ao cliente. Fazer o básico é apenas sua obrigação. Fazer além, cativa e fideliza.

Use e abuse do content marketing

Você não precisa se vender o tempo todo, toda hora para todo mundo. Antes, a tática do “compre baton” funcionava. Hoje, não mais. O cliente não quer você martelando na cabeça dele que você precisa comprar, ou que ele é melhor. E o content marketing veio para te salvar disso. Fale para o seu público de diversos temas que importem para ele, se faça presente na vida dele para além do que você vende, debata, informe, crie discussões saudáveis, levante a auto-estima, incentive… Só não mande o “compre baton”!

Para isso, um blog é sempre a melhor saída. Por lá você vai trazer a cliente, que vai virar leitora, que vai divulgar seu conteúdo e, consequentemente, sua marca. E se fazendo presente na vida deles, é fácil eles lembrarem de você quando precisarem comprar. Quer exemplo de marcas (não necessariamente de mulheres) que têm blog bacana? Dois que eu acho muito bem feitos: Flaminga e Meu Móvel de Madeira.

Ainda assim não se garante na gora de fazer? Tem cursos para isso; mas tem gente muito boa no mercado escrevendo de graça em vários blogs dessa internet incrível. Não vai ser por falta de oportunidade que você vai deixar de fazer content marketing legal para o seu e-commerce.

A venda não acaba na conversão

Queira saber como o seu cliente recebeu o seu produto, se ficou satisfeito, se teve alguém problema… Se interesse! E resolva rapidamente caso o feedback não seja positivo (não serviu, chegou na cor errada, veio com alguma avaria). É a sua chance de reverter a primeira imagem negativa que ficou.

Aproveite o pós-venda para pedir um feedback do seu serviço e do produto. Pesquisas mostram que produtos com review de outros clientes vendem mais! Caso não tenha um site, publique um print dos comentários e agradecimentos feitos pelos seus clientes.

Se você abriu o link do guia que eu indiquei no começo deste post, viu que tem muito mais coisa para se falar para quem está entrando no e-commerce. Aqui, eu consegui tratar apenas de algumas que eu acho extremamente importantes e não exigem necessariamente muito investimento – mas mesmo assim muita loja continua falhando miseravelmente! =/

Mas a boa notícia é que, para quem quiser se aperfeiçoar, estudar mais sobre esses assuntos e inúmeros outros que envolvem o e-commerce (precificação de produtos, analytics, WordPress, plataforma, design, edição de vídeos etc), basta acessar o Centro de Treinamentos do E-Commerce Brasil e se inscrever em quantos cursos quiser com 20% de desconto! Basta usar o cupom ECBRGWS e pronto! O cupom é válido até o dia 31 de janeiro de 2017.
Agora é com vocês! E boas vendas!

— ♥ —

assinatura-de-post-mariana-barbosa


Warning: file_get_contents(http://graph.facebook.com/comments?id=http://www.gwsmag.com/empreendedorismo-feminino-os-primeiros-passos-para-seu-e-commerce/&summary=1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 403 Forbidden in /home/gwsmag/www/wp-content/themes/gws/archive.php on line 63
Comentar

Tags:

Como lidar com o machismo e o assédio no ambiente de trabalho ou acadêmico?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Pollyanna Assumpção:

elisabeth-moss-mad-men-season-7-2

Quando eu comecei a trabalhar com festas quase oito anos atrás, foi uma forma de viver uma adolescência tardia. Eu passei na faculdade muito jovem aos 16 anos, comecei a trabalhar com 18 e nunca mais parei, sempre emendando um emprego no outro, uma pós na outra, deixando a vida me engolir. Daí em 2010 eu tive a chance de parar com essa loucura, viver só produzindo eventos e poder fazer tudo o que eu quisesse. Eu comprei TV, videogame, viajei, fui a milhares de shows, corri atrás da minha banda favorita na turnê da América do Sul, cheguei a assistir 36 seriados ao mesmo tempo. E nesse meio tempo fui ficando cada vez mais presa na minha bolha politicamente correta com amigos antenados e militantes iguais a mim, todo mundo com uma história e forma de pensar similares as minhas e fui no geral esquecendo como era viver no mundo aqui fora. A gente sempre tem um vislumbre de conservadorismo quando ouvimos algum pedaço de conversa na fila do banco ou quando lemos algum comentário absurdo em portais de notícias, mas no geral eu estava vivendo em um mundo bem seguro filosoficamente para uma feminista.

Aí, o mundo girou, a vida mudou, eu cansei da adolescência tardia, furei a minha bolha e resolvi voltar a trabalhar e estou numa empresa ótima, cheia de pessoas legais que me receberam super bem mas que são pessoas com vivências e visão de mundo muitas vezes completamente opostas as minhas e embora eu esteja trabalhando num ambiente super receptivo, às vezes a gente ouve piadas ou bobagens machistas que preferia não ter ouvido. E como agir quando isso acontece? Será que se anular e evitar expor o que você pensa é uma boa solução pra isso? Eu acho que não.

Peggy_bathroom_ladies_room

Entendo que por muitos motivos muitas mulheres prefiram se calar pra evitar aborrecimento. Por questões hierárquicas ou medo de perder o emprego ou alguma retaliação, mas acredito que viver dentro da opressão também não é a melhor solução pra vida de nenhuma mulher. O apagamento do assédio que as mulheres sofrem no trabalho, ou na faculdade por exemplo, é uma das mais antigas reivindicações das profissionais. Mulheres poderem fazer queixas formais de assédio sexual é uma coisa historicamente muito nova e até hoje muito difícil de provar devido a normatização da objetificação feminina em ambiente de trabalho. Ouvir piada machista, mesmo que não diretamente para você, também pode ser considerado assédio moral e se você não se sente confortável ou se sente agredida, engolir esse sapo não vai deixar sua situação melhor. O assédio não vai ter fim e nem seu sentimento de humilhação.

O machismo no ambiente profissional e acadêmico vai desde piadas bobas que “todo mundo faz” e ninguém percebe o quão ofensivas são, até casos de real agressão verbal ou sexual. Nos casos mais bobos, minha posição é sempre a mesma: Evito conflito com o colega, até porque provavelmente eu gosto dele pessoalmente e explico de forma assertiva porque aquela piada sobre mulheres não é legal e porque talvez ofenda mulheres que ele conhece. Muito frequentemente, a socialização masculina normatiza a violência contra a mulher como piada e muitos deles que riem disso, jamais encostariam um dedo numa mulher. Muitos deles apenas não entendem o quão ofensivas suas piadas podem ser. E como muitas mulheres que eles conhecem são vítimas reais de homens em situações que eles consideram piadas. Todas as vezes que agi dessa forma, acabou numa discussão saudável, gerando uma reflexão, onde todas as pessoas expuseram sua forma de pensar.

tumblr_nntz1yyblh1s3y9slo1_500

Quanto a casos de real violência, realmente só posso aconselhar a denúncia. Nunca sofri casos assim em nenhum lugar que trabalhei, mas se os homens na rua não deixam de nos assediar mesmo quando deixamos claro que não estamos interessadas, por que um homem colega de trabalho pararia de assediar uma mulher só porque ela resolveu ignorar? Lembra quando éramos crianças e arrumávamos briga na escola e a mãe falava “ignora ele que ele te esquece”? Alguma vez você ou seu colega esqueceram? A provocação parou? O homem abusivo não vai parar de abusar só porque você finge que não está vendo ou ouvindo. O silêncio só gera crise, medo, graves cicatrizes na sua autoestima e segurança como profissional. Entendo que temos contas pra pagar e o mundo nos engole e sim, temos medo o tempo todo. Mas será que vale a pena?

Todo dia lemos casos de mulheres que foram ignoradas pela polícia e pela justiça. Ir atrás de punição para quem nos agride é uma saga no mundo todo, não só no Brasil. As mulheres não tem sua palavra levada em consideração apenas porque são mulheres e não são confiáveis. “Mulher é tudo piranha mesmo, fica por aí saindo com geral, rebolando com aquela saia em ambiente de trabalho, ela estava provocando, ela estava pedindo”. É isso que mulheres agredidas sexualmente ou moralmente ouvem quando denunciam. Porém não podemos nos acomodar no papel de vítima. Feminismo não é vitimismo, não é dizer que precisamos ser protegidas e sim expor a agressão considerada normal pela sociedade. Lutamos não só por salários iguais como por condições sociais iguais. E se esconder não vai ajudar na mudança.

Curtiu o post? Que tal dar uma forcinha e ajudar a gente a divulgar o GWS? Dá um like, compartilha, um tuite também vale! :)

Ah, e pra saber mais do nosso universo encantado, é só seguir a gente nas redes sociais:

Instagram // Twitter // Facebook // Tumblr // Newsletter do GWS

assinatura Pollyana

 


Warning: file_get_contents(http://graph.facebook.com/comments?id=http://www.girlswithstyle.com.br/como-lidar-com-o-machismo-e-o-assedio-no-ambiente-de-trabalho-ou-academico/&summary=1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 403 Forbidden in /home/gwsmag/www/wp-content/themes/gws/archive.php on line 63
1 Comentários

Tags: