Como foi trabalhar 7 dias no Rock in Rio

Por Marie Victorino / marie@gwsmag.com

Não sei se vocês acompanharam pelas redes sociais (@girlswstyle), mas eu tive a oportunidade de fazer um freela muito legal esses dias. Trabalhei na área de Novas Mídias do Multishow fazendo conteúdos para as redes sociais (@multishow). E foi uma experiência muito legal! Mil obrigadas pra Patty Laure, que me indicou e foi muito parceira comigo durante todo o tempo!

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1. Visita antes de começar pra fazer reconhecimento de terreno!

2. Montanha Russa + final de tarde lindo

3. Camarins do palco Sunset

4. Cartaz colado no banheiro da sala de imprensa do Palco Mundo

É uma correria sem fim! A gente chegava na Globosat 12:30h, de lá uma van levava a gente pra Cidade do Rock, dava um tempinho de logar tudo no computador que fica numa base atrás do palco Sunset, almoçar bem rapidinho e já começar a correr atrás de fotos dos artistas, do lounge, dos apresentadores, anunciar início de transmissão, de show, etc.

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1. Samuel Rosa saindo do palco (lindo e simpático!)

2. Uma das surpresas boas do line up: Vintage Trouble

3. Equipamentos e mais equipamentos

Ali atrás também fica o estúdio do Multishow, onde os artistas dão entrevistas e os apresentadores comentam o festival. Foi bem legal conhecer a Titi (ex MTV <3) e mudar completamente de opinião em relação ao Lucas (Fresno), que menino simpático! E posso falar? Achei que ele foi um dos melhores apresentadores da edição. Muita gente reclama, mas fazer ao vivo não é pra qualquer um não! A gente também podia subir no palco (olhar o show de trás) e entrar no fosso pra conseguir um momento maneiro do show.

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1. Show do Offspring

2. Kevin “Noodles” Wasserman na porta do camarim

3. Eugene Hütz (Gogol Bordello) posando pra foto!

No lounge ficam também os camarins do palco Sunset e os artistas e convidados ficam colocando o papo em dia, assistindo a transmissão num telão e se refrescando com um picolé, refrigerante ou uma cervejinha (liberados pra quem tem a pulseira de acesso). E os produtores correndo de um lado pro outro! rsrs

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1. Eu tietando Samuel Rosa <3

2. Frejat passando o som

3. Pepeu Gomes e David Moraes depois do show

4. Frejat sendo lindo. Único artista do palco Mundo que eu consegui ver, mas quando fui pedir foto junto, ele já tinha virado e não viu! :(

Às 18:30, começam os shows do palco Mundo. Aí a coisa toda muda! Desloga tudo, pega sua mochila e corre lá pro outro lado onde a estrutura é bem maior, mas tem muito menos “glamour” hahaha. Atrás do palco Mundo, o Multishow também tem um estúdio, mas os acessos às essas áreas são bem mais restritos e geralmente variam por conta do artista (A Queen Bey, por exemplo, mandou fechar a passagem atrás do palco enquanto ela chegava! E mesmo que você estivesse trabalhando e precisasse passar ali por trás, teria que esperar!).

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1. Titi Müller

2. Dedé Teicher

3. Titi e Guilherme Guedes (mulherada passa mal com ele!)

4. Lucas Silveira (menino gente boa)

Lá tem uma mega estrutura, com várias salas onde fica todo mundo que trabalha pra fazer a transmissão acontecer. É quase impossível conseguir ver ou falar com algum artista que se apresenta no palco Mundo, a não ser que ele dê entrevista, aí vc vai lá no estúdio rapidinho e faz um flagra! Os camarins esse ano, ficaram lá no Rio Centro (do lado de fora da Cidade do Rock). O bom é que com a credencial você pode passar ali de trás para a frente do palco por vários acessos e tem um que é bem do ladinho do palco! Mas nós acabamos assistindo os shows da lateral, meio de longe mesmo, todo mundo (que podia) junto.

Opa, já são 22:30h, lembrei que tô com fome! Sim, a correria é tanta que você esquece um pouco de comer (mas os 50 picolés que tomamos lá no Sunset também ajudam, né!).

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1. Uma parte da galera que saiu pra ver o JT!

2. Eu e Lucas Landau (“conte comigo, como conto contigo”)

3. As três já meio bêbadas (só um pouquinho!)

4. Patty Laure, já velha conhecida de quem acompanha o blog! <3

A dinâmica por aqui é um pouco diferente… tem uma televisão dentro da sala pra gente acompanhar tudo, os fotógrafos podem ir no fosso fotografar, geralmente por 3 músicas (depende do artista), voltam, entregam o cartão de memória pra designer que trata as fotos e manda pra gente (conteúdo). Um produtor chama no rádio e você corre lá no estúdio pra conseguir uma foto exclusiva… Mas como os acessos são menores, o trabalho acaba ficando mais leve. As piadas rolam soltas, a equipe já tá entrosada, invadindo o facebook do amigo que SEMPRE esquece aberto, criticando show que não gosta, morrendo que não conseguiu dar uma escapadinha pro show que queria…

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1. Sebastian Bach fazendo graça

2. A linda da Mallu Magalhães antes de entrar no palco

3. Esse aí é o Dexter Holland, que fez exigência de não ser fotografado de close e só da cintura pra cima. Quando ele saiu do palco (essa hora aí), os seguranças jogaram uma lanterna e a foto ficou muito escura, mas eu clareei no photoshop! Hahaha

Aliás, e pra assistir os shows? Como faz? Em alguns rolou aquele revezamento amigo (Eu vi Frejat inteiro e a Patty não perdeu o John Mayer!), mas já naquele finalzinho… a gente pede pro chefe (que não quer nem saber de ir pra multidão ver show) pra quebrar o galho pra gente! Hahaha.

Acabou o show, corre lá pra dentro, desloga tudo, pega suas coisas e anda até o Rio Centro pra pegar a van de volta pra casa. A média do horário de chegada é 4:30h e depois de 3 dias até o porteiro já tá sentindo dó de vc! Água no corpo e cama porque amanhã começa tudo de novo, 12:30 na globosat pra não perder a van!

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1. Eu numa tentativa de look do dia. Hahaha

2. Meu nome nos créditos! Maior emoção!

3. No último dia, os produtores chamaram a equipe inteira do Multishow pro estúdio pra tirar uma foto coletiva!

Na segunda semana, parece que nem teve intervalo de 3 dias de tão cansado que tá o seu corpo. Você não quer acordar, jura de pé junto que vai ficar quietinha sem assistir mais nenhum show só pra descansar (o que obviamente não acontece). Mas quando acaba você se sente tão aliviada quanto triste! Posso ser boba, mas foi uma das experiências profissionais mais legais que já tive! :)


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Intercâmbio de trabalho na Disney – Parte II

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

Já falei para vocês na primeira etapa desse post o que leva uma pessoa a trabalhar na Disney (insistência de amigos) e como foi o processo seletivo até então (bastou comparecer e parecer normal). Agora vou contar como é estar cara a cara com o RH do Mickey Mouse e como magical things can really happen quando você menos espera.

Depois de saber que eu tinha passado na entrevista com a STB fiquei aguardando mais instruções. Chegou por email o comunicado: sua entrevista com a Disney será dia tal, à tal hora, em tal hotel, em São Paulo. Oi? São Paulo?

Tá, eu sabia desde o começo que essa parte do processo seria lá, mas eu não acreditei que fosse chegar tão longe e também pensei que em cima da hora eles podiam se encantar pelas maravilhas do Rio e resolver fazer um pit stop aqui. Mas me enganei. Pelo visto eles não só não se encantaram como também, diz a boca miúda, que não vinham para cá por questões de segurança. Ou seja, além de me fu*** por morar numa cidade que dá medo nas pessoas, eu ainda tenho que ir para São Paulo fazer uma entrevista que eu nem queria muito, ó mundo cruel.

E aí vocês devem pensar: “Se você nem queria muito por que foi?”. Pois bem, foi nesse momento que eu tive que sair de cima do muro e tomar uma decisão. Ou vou, ou racho. E eu fui. Pensei que se a sorte esteve do meu lado até agora, isso era um sinal de que era para eu ir até o fim.

Eu me preparei toda. Tirei os piercings de vez, arrumei a mala mais formal da minha vida, li tudo que podia sobre a Disney, sobre como se sair bem em entrevistas, truques de linguagem corporal e tudo mais. No dia anterior eu e minha amiga pegamos um ônibus no Rio. Chegando lá nós ficamos num hotelzinho tranquilo, perto do local da entrevista para não ter erro…

Não ter erro? Porran, imagine você que nós acordamos mais cedo, nos programamos, fomos super arrumadinhas para o hall do hotel pegar o táxi e para o nosso desespero o motorista conhecia menos São Paulo do que eu, que estava indo pela primeira vez. Fora que naquela época não tinha GPS, meu amigo, era na base do erro e acerto. E ele errou, viu. Como errou. Enquanto isso a gente já estava planejando como íamos dar a notícia para os nossos pais. Em pensar que eu tinha decidido continuar com isso porque achava que a sorte estava do meu lado…

Quando finalmente chegamos no tal lugar, já descendo do táxi super cabisbaixas, uma menina que a gente conheceu no Rio nos viu e gritou “Corre, se não cês vão perder!!!!!”. Aaaa! Que felicidade! A sorte não tinha me abandonado e fez com que não só a gente chegasse atrasadas! O processo estava todo atrasado porque o trânsito de São Paulo impediu muita gente de se locomover com dignidade, incluindo pessoas da Disney. Ai São Paulo, te amei nessa hora.

Aí veio o momento da espera pré entrevista. Tem coisa pior? Você ficar numa sala com outros candidatos, pensando que ali você já pode estar sendo observado (Disney né gente, vai saber), tentando não cometer nenhum deslize ao respirar. Que coisa horrenda. Mas passou. E veio o pior, encarar o RH do Mickey.
Eu entrei com mais duas meninas:

Disney Lady: Você já visitou a Disney? O que achou?
Concorrente 1: Já! Fui três vezes. Uma com minha família, outra só com minhas amigas e também passei meu aniversário de namoro lá.
Disney Lady: Ah, você namora? Há quanto tempo? Não acha que seu namorado iria se incomodar com você quase 3 meses longe?
Concorrente 1: Namoro há 7 anos, não tem problema algum. Ele me incentiva muito, inclusive ele também já foi cast member!
Disney Lady faz cara de aprovação americana.

Disney Lady: Qual a maior vantagem de ir trabalhar na Disney? E a desvantagem?
Concorrente 2: Com certeza é poder entrar em contato com as pessoas, com diversas culturas. Adoro diversidade cultural, já morei na África, na Austrália, na Europa toda. Falo inglês, japonês e grego! E bem, a maior desvantagem? Ah! É não poder trazer a Disney de volta para o Brasil comigo!
Disney Lady faz cara de aprovação americana.

Disney Lady: E você, querida, por que acha que a Disney deve te contratar?
Carol: Acredito que sou uma profissional agregadora, conciliadora e proativa. Também adoro novas culturas, sei lidar com todo tipo de gente. E também acho que posso aprender muito.
Disney Lady faz cara de quem sabe que eu tinha decorado tudo aquilo. Praticamente uma Miranda Priestly ao ver um desfile que não gosta. Quase imagino ela falando “That’s all” no meio do meu discursinho automático.

Saí de lá mais cabisbaixa que entrei. Mas deixei passar o tempo. Foram algumas semanas de espera. Minha amiga já tinha recebido a confirmação de que ela tinha sido aprovada e embarcaria em 2 meses quando chega o meu email: STANDBY. Ok, respira fundo. Nessa época a gente trocava muita ideia com quem já tinha sido cast member em outros anos em uma comunidade no Orkut. Eu já tinha visto uma galera falando que ficou em stand e os veteranos já tinham falado que era fail na certa. Me dei mal. Miranda me reprovou e quando eu mais precisei da sorte, cadê? Nada.

Eis que magical things happen quando você menos espera. E para a minha felicidade esse foi o ano “Disney sem critério”. Enquanto no anterior, sei lá, mil pessoas passaram (tô chutando), no meu duas foram duas mil. E quase todo mundo que tava em stand foi aprovado, incluindo eu! Aêêêêê! Maior legal. Nem acreditei quando recebi as instruções da STB. Nem acreditei que tinha que resolver tudo em um mês! Nem acreditei que vários professores me liberaram de fazer prova de fim de ano!! Gente, para quem fazia faculdade nas coxas, imagina a felicidade. A Disney se saiu melhor que encomenda. E eu, desde 2005, não consigo imaginar minha vida sem os meses que passei lá.

Arrasou, seu Mickey. Sua casinha é realmente the happiest place on earth.

PS: Que tal o próximo post ser sobre a viagem? The Best Of Disney?

beijos, C.


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Intercâmbio de Trabalho na Disney – Parte I

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

Meus amigos falam que eu poderia escrever um livro contando minhas aventuras de viagem. Preferi escrever aqui no blog mesmo. Porque vai que ninguém ia querer publicar meu livro. Eu, com toda certeza, me sentiria muito a escória da sociedade. Aqui na internet eu não me sinto rejeitada, é só apertar um botão escrito “publish“, sem depender de ninguém gostar de mim. Que ironia.

E olha, eu nem sou tão viajada assim, tem gente que é muito mais, mas ok, resolvi contar. Vou começar pelos meus 2 meses e meio de trabalho na Disney e como eu, a garota que tinha piercing na língua, fui parar lá. Separei esse post em duas partes pra não ficar chato. Esta é a primeira (a segunda posto na semana que vem):

Eu não escolhi, eu fui
Contexto: Segundo semestre de 2005. Quarto período da faculdade de jornalismo. Aliás, minto, quarto período da faculdade de Barzinho. E eu queria lá saber de ir fazer intercâmbio na Disney? Onde se só pode usar um brinco em cada orelha, um anel em cada mão, unhas de cores discretas e blá blá blá. Não, né.
Eu nem sabia que existia isso de trabalhar lá. Muito menos que recrutavam gente de quase o mundo todo, ainda mais gente do Brasil, ainda mais universitários. Eu nunca pensei que ia querer a Disney, nunca pensei que a Disney ia me querer.
Mas eu tenho uma amiga que já é minha amiga desde os tempos do colégio que é uma pessoa direita. Eu também sou direita hoje em dia, mas quando eu era adolescente eu não era. Enfim.
Ela veio pra mim um dia com esse papo de que precisava de companhia para participar da seleção do International College Program da Disney.
— Carol, vamos comigo tentar um negócio de ir trabalhar na Disney?
— Oi?
— Hum. Tá. É um programa de intercâmbio. Work Experience, já ouviu falar?
— Já.
— Tem que ser universitário, não pode ser do primeiro nem do último período. A hora é agora.
— Ah brother, deve ser chatão. Nem quero.
— Mas vamos comigo? Por favor, tô tensa de ir sozinha. Só pra me fazer companhia.
— Ir contigo onde cara? Na Disney? hehehe
— Duh. Pra participar do processo seletivo tem que ir numa palestra.
— …
— Vamos, por favor!!! Você trocou meu aniversário por uma festa no Iate. E agora quando eu peço pra ir numa mísera palestra você não vai. Você é fogo.
[Notem que ela não fala “Você é fod*”. Fofa. haha]
— Ai, tá bom.

A primeira etapa
E fui. A palestra explica tim tim por tim tim de como funciona o tal International College Program. Por mais alheia que eu estivesse àquilo tudo, comecei a me interessar. É tudo muito mágico, muito envolvente. Dá muita vontade de ir.
Fora a parte bonita da coisa, nesse encontro a gente fica sabendo que é preciso passar por três fases antes de se tornar um cast member. A primeira, que é a presença na palestra. A segunda, uma entrevista com o pessoal da STB, agência que representa a Disney no recrutamento do Brasil, e a terceira, uma entrevista com o pessoal da Disney.
O fato de já ter passado na primeira faz você se sentir um falso vitorioso. Porque afinal de contas, você não fez nada demais. Só esteve lá. Eu, por exemplo, estava de bobeira e resolvi acompanhar uma amiga. Ao mesmo tempo que deixa as coisas mais fáceis, com a sensação de já cumpri 1/3 da tarefa, então vamos em frente.
Na própria palestra a STB já marca uma data para te entrevistar. Tudo muito legal, possível e eu, a essa altura do campeonato, já comecei a pensar que não seria nada mal tirar o meu piercing e que eu ia ficar muito mais bonita sem ele.

Muito mais bonita? Que ilusão:

A segunda etapa

Pois bem, eis que fui fazer a entrevista.

A moça da STB perguntou coisas básicas, do tipo: “Porque você quer trabalhar na Disney?”, “Aponte três qualidades e três defeitos seus.”, “Porque você acha que a Disney deve te contratar?”, “Se passar nessa etapa você vai tirar os piercings, né?”.

E pronto. Saí de lá sem saber ao certo se eu tinha o perfil que eles buscavam. Também, não estava ligando muito. O que viesse, era lucro.
Em mais ou menos uma semana recebi um email de aprovação. Agora era só esperar as instruções para a próxima parte: a entrevista com a Disney.

[To be continued…]

beijos, C.

Este post foi originalmente publicado ano passado.


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