The Killing: suspense dos bons!

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Enviado por: Lucas Landau

The Killing é o tipo de série que eu gosto. Sem atores famosos, sem grandes campanhas publicitárias, (praticamente) sem nome no Brasil e sem pretensão. Assim como Breaking Bad era no início, antes de se tornar o sucesso que é hoje, The Killing tende a seguir o mesmo rumo – inclusive pelas duas séries serem do mesmo canal a cabo, o AMC, que também é responsável por Walking Dead e Mad Men.

Inspirado no seriado dinamarquês Forbrydelsen, The Killing se passa em Seattle (mas é gravado em Vancouver) e começa com o assassinato da jovem Rosie Larsen, que é encontrada no carro de campanha de um candidato a prefeitura da cidade, e, a partir daí, a trama se desenrola (ou se enrola cada vez mais). E o legal é que não é só isso. Enquanto o crime vai sendo desvendado, outras histórias paralelas vão acontecendo.

A primeira temporada de The Killing estreou em abril de 2011 e teve 13 episódios. Após bater os números de Mad Men, com 2 milhões de espectadores por semana, a AMC confirmou a segunda temporada, para abril de 2012. E parece que os atores já estão gravando os novos 13 capítulos. Por falar neles, o elenco é excelente se tornou o diferencial da série.

Meireille Enos, a protagonista, é a detetive-sem-maquiagem-e-com-roupas-feias Sarah Linden, da polícia de Seattle. A americana de 36 anos não é conhecida do público por ser basicamente uma atriz de séries, tendo passado por Sex And The City e Law & Order. Sarah é uma policial fria, calma e praticamente sem emoção, mas mesmo assim a gente quer ficar amigo dela.

Joel Kinnaman, que interpreta Holder, o parceiro de Sarah, também não é conhecido. Bem humorado e sarcástico, o personagem dele traz uma comicidade à história, mesmo que bem de leve, enquanto o resto da drama é densa (e tensa!).

Conforme a série vai rolando, o crime vai se desvendando e novos personagens ganham destaque. Os pais de Rosie, muito bem interpretados por Brent Sexton e Michelle Forbes, crescem muito durante a série.

Aliás, se você googlou a Michelle e a reconheceu de algum lugar não é viagem sua. Ela fez a “bruxa” Maryann de True Blood, lembra? Aquela que fazia o olho das pessoas ficar preto! Dois trabalhos incríveis e bem diferentes da atriz.

The Killing tem uma fotografia muito bem feita. Com muita chuva, as cenas são frias, sem cores, meio esverdeadas, para dar bem a sensação de suspense. O grande mérito da producão é a fuga dos estereótipos. Não é como uma série policial comum, não é passada em Nova York ou Los Angeles e não tem uma policial gostosona. É uma “segunda opção” de tudo que nós vemos por aí.

Politicagem, safadeza, esperteza, imprevistos, coincidências… Tudo acontece durante a investigação de Sarah e Holder, para responder a grande pergunta de The Killing: quem matou Rosie Larsen? E nós, aqui do outro lado, não conseguimos parar de assistir, já que o final de cada episódio é sempre surpreendente.

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