A trajetória de uma nerd aprendiz

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

Dei mole. Há quase um ano que estava esperando chegar o Dia da Toalha para falar sobre o Guia do Mochileiro das Galáxias aqui no GWS. Eis que chegou o dia (25 de maio) e eu não me liguei, acreditam? Blogueira #fail.

Porém, minha maior especialidade é transformar água em vinho (se cuida, Jesus), então surgiu a ideia deste post. Não dá pra ficar dando uma de nerd de fachada, né? E acreditem, sei bem como são as coisas, você acaba passando muito tempo no Lookbook, no Twitter ou no Insta e não realmente absorvendo as referências que são importantes para a sua formação como um ser humano digno (hehe). Tá na hora de você decidir se quer vir pro lado negro certo da força.

Então vou contar pra vocês sobre a minha trajetória, ainda muito iniciante e por isso uma boa para você ver como é tranquilo correr atrás do prejuízo. Vem girl, the winter is coming e não há mais tempo a perder.

Star Wars

Quando George Lucas anunciou que ia lançar o episódio I da saga, em 1999, os cinemas fizeram um relançamento dos episódios IV, V, VI (para quem não sabe, a ordem certa de lançamento é esta: IV, V, VI, I, II, III). Minha mãe insistiu para eu eu fosse assistir com ela, afinal, era uma oportunidade única. Quando a gente acha que vai ter uma chance de ver um filme de 77 no cinema de novo, né? Eu tinha 13 anos e confesso que não entendi nada da empolgação dela. Mas fui pra fazer companhia.

E já na fila do cinema meu coração começou a bater mais forte por Star Wars. As pessoas estavam muito amarradonas, felizes, pais e filhos juntos dividindo aquele momento. Foi uma experiência bem incrível mesmo. Por isso, quando começou o filme, tocou aquela musiquinha e as letras apareceram na tela, foi amor de cara. Sabe quando você vê um filme e sai achando que poderia viver dentro daquela história? Chega a te dar uma emoção no coração? Então. Foi isso que rolou comigo.

Foi foda saber que aquele era o episódio IV (isso até hoje me deixa mongoloide, acho muito sensacional), ver aquelas naves gigas, o som dos sabres de luz, a identificação com os sentimentos dos personagens e o mistério de Darth Vader. Tem que ver. Ponto.

De volta para o futuro

Este eu não me lembro bem se assisti numa Sessão da Tarde ou não. Mas também foi amor a primeira vista. O Dr. Emmet Brown especificamente me fascinava. Foi meu primeiro contato com a possibilidade de viajar no tempo (sim, eu acredito). Eu não era tão nova, mas era meio tolinha, então não entendia muita coisa do filme. Mesmo assim esta história moldou minha cabeça para este assunto e por causa dele, já mais velha, consegui me interessar por outros como Donnie Darko, por exemplo.

Harry Potter

Tem gente que vai chiar dizendo que não é nerd. Pode até não ser, mas foi importante pra minha formação, então entra no post.

Eu estava na escola e já há muito tempo não lia livros que me interessavam. Meus amigos começaram a comentar sobre HP, peguei pra ler meio despretensiosa e CARACA. Que surpresa boa. Eu acho que tudo que está escrito nas página de JK Rolling realmente aconteceu e que a minha vida seria possível em Hogwarts. Inclusive que tenho tudo para ir para Ravenclaw (mas o chapéu me colocaria em Gryffindor).

Em “A Pedro Filosofal”, cheguei nas “cenas” finais tão envolvida que levei um susto quando tocaram a campainha da minha casa no meio da leitura do jogo gigante de xadrez. Amo entrar na história nesse nível.

1984

Na faculdade este livro e o filme eram obrigatórios (fiz jornalismo). Foi o meu primeiro contato com o Big Brother e a possibilidade de organização social do futuro ser assim. Isso explodiu minha cabeça. Além, é claro do fato de George Orwell ter publicado este livro em 1949. Gênio. Li, assiti o filme, achei que era possível que a realidade que ele descreve acontecesse com a gente. Incrível como mudou a minha forma de ver o mundo. E vai mudar a sua também, certeza.

Senhor dos Anéis

Como não falar? Tem gente que não tem paciência pro filme. Eu não tive para os livros. Mas a sequência de O Hobbit está aí e se eu fosse você daria uma chance pra todas estas obras. As chances de você se apaixonar e querer viver a filosofia de LOTR (Lord of the Rings) é imensa. Eu não entrei muito na onda, mas foi meu grande contato com as histórias épicas e de fantasia. Por isso, preciso colocar meu respeito e admiração pelo autor, J. R. R. Tolkien.

Isaac Asimov

Mais um gênio. Escreveu um quantidade de livros tão imensa que não dá nem pra falar. Eu já li “Eu Robô” e não consigo nem expressar como foi foda a experiência de acompanhar a evolução dos robôs, como as pessoas resolveram lidar com eles e o quão certeiras e inabaláveis são as três leis da robótica de Asimov. Por favor, nem pensem no filme. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. MESMO. Ao contrário do que pode parecer, a leitura de livros dele é muito simples. Não tem nada de complexo e cheio de física. Eu não teria a capacidade de ler se fosse assim. É tudo muito humano e por isso é tão bom.

Nerdcast

Este é um podcast do site Jovem Nerd. Eu sou ouvinte há anos e posso dizer que estes caras me ensinaram muitas coisas que sei hoje, seja sobre esportes (oi? pois é), história, ficção científica, ciência, literatura e sim, sobre como lidar com o blog e ir em busca dos meus sonhos. Sou fã de carteirinha e tenho a convicção de que o mundo seria melhor se todo mundo ouvisse nerdcast.

Se você não conhece, faz assim: Vai no site deles e procura um episódio sobre um assunto que você goste muito. Baixe para ouvir no trânsito e pule a leitura de emails (esta parte só fica maneira de acompanhar quando você já é ouvinte). Em geral são os 20 primeiros minutos, mas eles falam quantos são no próprio episódio. Vai por mim. É irado, educativo (sendo zero careta) e muito engraçado.

Douglas Adams

Eis finalmente o motivo deste post ter surgido. Douglas Adams conseguiu criar uma obra que é celebrada no mundo todo com uma piada interna. O Dia da Toalha é falado por todo mundo, mas só quem leu sabe do que se trata. Isto é demais. São 5 livros que fazem a série “O Guia do Mochileiro das Galaxias”. A leitura é rápida, fácil e muito divertida. Ironia é a grande característica do autor e você vai descobrir que ninguém faz isso de um jeito tão engraçado quanto ele.

Game of Thrones

É difícil não ter tido nenhum tipo de contato com GoT. A série é provavelmente uma das mais faladas do momento. E não é pra menos. O universo de George R. R. Martin é fantástico, cheio de mistérios. O grande pulo do gato é que por mais fantasioso que seja, toda a história gira em torno de sentimentos muito humanos, sempre em busca de uma das três coisas que mais nos movem: dinheiro, poder e amor.

Dizem que os livros são ótimos. Eu tenho problemas em ler sagas muito longas, então parti logo para a série, que é da HBO, o que dispensa que eu fique aqui horas elogiando. Atualmente está na terceira temporada, que acaba no domingo que vem. Para correr atrás dos episódios perdidos você vai ter que alugar na locadora do Paulo Coelho (entendedores entenderão).

O Jogo do Exterminador

Não tem o mesmo hype que nenhuma das outras referências que dei aqui, mas graças a uma amiga (obrigada, Debora!) conheci esta obra de arte em forma de livro. Mas fiquem atentas: a adaptação pros cinemas vai rolar ainda este ano. Aí o hype deve chegar.

A história é basicamente sobre treinar um exército de crianças para uma guerra contra alienígenas que está por vir. Eu sou muito suspeita pra falar por que, como vocês já devem ter percebido, tenho uma queda forte por ficção científica. Mas este livro me deixou especialmente emocionada por que, mais uma vez, o pano de fundo é ficção, mas tudo que acontece e os sentimentos que o livro desperta são muito reais.

E só pra constar, o autor Orson Scott Card, publicou o livro em 1985, ou seja, tudo de bom que veio depois dele (como meu amado Jogos Vorazes, por exemplo), foi fruto da genialidade deste cara. Como não é muito fácil encontrar, procurem na livraria Cultura ou no Submarino (fica entrando e saindo de estoque toda hora). Ou em sebos, só catar lá no Estante Virtual.

*Editando: descobrimos que no site da editora Devir tem uma loja virtual. Lá tem todos os livros da série.

— ♥ —

Aí, quem é mais nerd que eu vai falar: “Mas Carol, você não falou de Stephen King, Duna, A Fundação. Não citou Blade Runner, Star Trek, Big Bang Theory, nenhum vídeo game, como assim?” Pois é, como disse, eu também tô começando (e tem coisas que eu realmente não gosto hahaha). Então por favor, deixem nos comentários tudo que vocês acharem que é muito legal e que faltou nesse post. Quero muito saber a opinião de vocês!

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