Três grandes mulheres do mundo da moda para conhecer e admirar

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

O universo da moda é um dos poucos lugares que podemos dizer que a mulher é protagonista. Costureiras, estilistas, passadeiras, modelos, maquiadoras… Nós estamos representadas em todas as áreas. Se eu fosse fazer uma lista de todas as mulheres incríveis do meio, ela não teria fim.

Por isso eu resolvi escolher três grandes nomes de mulheres mais que consagradas no meio para mostrar que além de super talentosas em seus trabalhos, são realmente, pura inspiração. Confere a lista:

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Regina Guerreiro

Todo mundo tem uma “dama da moda” favorita, né? Aqui no Brasil, Costanza Pascolato e Glória Kalil parecem reinar absolutas quando o assunto é esse. Mas pra mim, não tem pra ninguém: Regina Guerreiro é rainha! A primeira vez que vi a Regina foi logo quando eu comecei a me interessar por moda, início dos anos 00, em que pra acompanhar desfiles e tendências da moda, tinha que assinar Directv para assistir SPFW e comprar CARAS Moda para ler resenha. Naquele tempo, Regina estava em todo lugar. Era dela os meus comentários favoritos nos intervalos dos desfiles na transmissão da TV e eram dela, as melhores resenhas nas revistas. Nenhuma surpresa, afinal, ela  é uma das jornalistas de moda mais renomadas do país.

Seus primeiros passos na moda Brasileira foi como jornalista na revista Manequim, na década de 60. Depois trabalhou nas revistas Cláudia, Capricho, CARAS e Contigo e logo se tornou editora da Elle Brasil aonde ficou por 9 anos e depois da  Vogue, aonde ficou por 14. Regina acompanhou de perto todo o processo de democratização da moda, que começou lá em 1960. Foi dela uma das primeiras agências especializadas em moda no Brasil, em uma época que a moda pensada e fabricada no Brasil ainda estava engatinhando.

Ano passado, a marca Cavalera convidou Regina Guerreiro para estrelar uma web série em seu canal do YouTube chamado “ENJOY!” O programa que é filmado dentro do apartamento da jornalista é um misto de histórias da vida da própria, com histórias da moda e da cultura pop. Pode esquecer historinha boba e fútil. O canal é um banho de cultura e muita informação. Vale assinar e acompanhar. Eu amo o episódio em que ela conta a trajetória e a importância das perucas na história do vestuário. Outro episódio maravilhoso é sobre a cultura negra e sua influência na moda e na música. Incrível. Aos 72 anos essa mulher ainda tem muito a oferecer para o mundo da moda e para as mulheres. Pesquisem mais sobre ela e se apaixonem também.

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Iris Apfel

Aos 94 anos, podemos dizer que Iris acompanhou o nascer das tendências temporada após temporada. Aliás, podemos dizer que ela viu nascer a moda como conhecemos hoje. A decoradora americana é sinônimo de irreverência e individualidade, com estilo pessoal realmente pessoal. Ela sempre diz que seu olhar é mais focado em arte do que na moda propriamente dita. No guarda-roupa não tem muitas grifes de luxo, porque ela acredita que quem faz uma peça ter valor é a nossa personalidade. Iris foi uma das primeiras mulheres dos Estados Unidos a ter uma calça jeans. Quando estudava arte na Universidade de Wisconsin, nos anos 1940, Iris encasquetou que gostaria de combinar um jeans com uma camisa branca e um grande brinco laranja que tinha. Apenas uma loja vendia as calças, mas eram apenas modelos masculinos. Seu primeiro par, foi uma calça masculina juvenil.

Iris Apfel está mais pop do que nunca. Genuíno ícone da moda, já foi tema da exposição “Rara Avis: Selections from the Iris Barrel Apfel Collection”, que aconteceu no Metropolitan Museum; em 2007 apresentou peças de seu guarda-roupa para o livro “Rare Bird of Fashion: The Irreverent Iris Apfel”; fez parceria com a M.A.C para sua própria coleção de maquiagem e já foi capa de revistas como a Dazed and Confused.

No começo desse ano, ela ganhou até filme. O documentário “Iris”, dirigido pelo cineasta Albert Maysles, o mesmo diretor de “Grey Gardens” e “Gimme Shelter”. O longa narra toda a trajetória dela e conta como Iris se tornou ícone de estilo. É imperdível e o melhor: Tem no Netflix!

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Vivienne Westwood

Vivienne Westwood foi uma das primeiras estilistas que eu me apaixonei na adolescência, porque ela sempre carregou essa ideia de moda, comportamento e atitude. Ela é conhecida como a precursora do punk na moda. Em 1970, a estilista e seu namorado, Malcolm McLaren, agente do Sex Pistols, do qual Vivienne era responsável pelo estilo, abriram a Sex. Pra quem nunca ouviu falar, a loja foi a 1ª a vender roupas de motoqueiro, em couro e cheias de zíperes, quando ainda se falava em movimento hippie. Até hoje, Vivienne é uma das principais figuras do cenário fashion e desfila suas coleções na Semana de Moda de Paris. Ao longo dos anos, o seu lado punk foi transformado em um discurso ativista, pregando o consumo consciente e engajamento político.

 A estilista britânica é uma das mais preocupadas com o consumo desenfreado atual. Ela diz que a empresa que leva seu nome não está mais focada em crescer, e sim se desenvolver como uma empresa cada vez mais auto sustentável e que ofereça um produto com uma qualidade excepcional. “O que eu quero é que as pessoas saibam escolher melhor os produtos que compram”.

Assim como o movimento punk que ela viveu intensamente, Vivienne segue contestadora. Acha a geração atual conformista e diz que ela não sabe tirar proveito das duas principais funções da moda: diversão e expressão. Já declarou que só desenharia o vestido de noiva da futura rainha da Inglaterra, Kate Middleton, se ela tivesse mais estilo. Deusa!

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