Tudo que rolou no nosso bate papo sobre autoestima no Youpix

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

youpix-think-olga

Este sábado nós fomos para São Paulo participar do Youpix, a convite do Think Olga. Só de escrever esta primeira frase já ficamos felizes e emocionadas. Não é todo dia que se participa de um evento tão legal, ainda mais a convite de um dos sites que mais admiramos nesta internê.

Mas calma que fica melhor.

O tema da nossa mesa era “Para a internet, a Scarlett Johansson nua não é tudo isso” e pra falar de padrões de beleza junto com a Carol, que representou o GWS, estavam: Luíse BelloJu Romano, Negahamburguer e Michi Provensi. Que time.

O papo não poderia ser mais agregador, motivador e cheio de amor. Sabemos que muitas de vocês queriam estar lá, mas não puderam, então vamos tentar trazer pra este post um pouquino do que foi dito.

youpix-ju-romano-think-olga-gws-negahamburguer-michi-provensiJu, Luíse, Juliana, Evelyn (Negahamburguer), Carol e Michi

gws-youpix-olgaCarol, Luíse, Nuta, Marie, Evelyn e Ju

 A hipersexualização do corpo feminino

Será que a internet ajuda a diminuir o tabu da nudez feminina ou só nos deixa ainda mais hipersexualidas?

O papo começou assim. E é difícil ter uma só resposta pra esta pergunta. Sabemos que muito já foi conquistado, mas aquele preconceito velado ainda existe.

De que adianta “poder” postar sua foto com roupa que bem entende (ou sem ela), se o discurso de ódio disfarçado bom senso assola os comentários do Instagram e bate papo na mesa de bar?

Isso quando dá pra postar, né. Rihanna que o diga.

O que nos parece verdade é que a internet nada mais é do que um reflexo de quem nós somos. Se temos tanto a objetificação , como a luta por liberdade na vida real, também teremos na web. Mas como bem lembrou a Negahamburguer, o anonimato empodeira os haters, que podem falar o que querem, sem sofrer as consequências. Por isso, ela denuncia todos os absurdos que vê.

 

Haters gonna hate

Importante saber filtrar o que é uma crítica construtiva e o que é ódio gratuito.

A Ju Romano, por exemplo, contou que às vezes não consegue se segurar e responde com todos os argumentos que tem na manga, pra colocar a pessoa no seu devido lugar.

Belíssimo lembrete pra todas as garotas que se sentem diminuídas pelo que ouvem por aí: Você tem todo direito de falar o que pensa. Você não é louca, você não tá de TPM.

Também achamos lindo como a Michi nos lembrou que nada como a delicadeza e a educação, pra combater um comentário raivoso. “Magrela, vagabunda, anoréxica…”, ela já ouviu coisas daí pra pior. E respondeu com um belo “Oi, obrigada pelo seu comentário, espero que tenha um dia legal.” O que aconteceu depois? “Caramba, você me respondeu! Não esperava isso…”.

É, as pessoas, muitas vezes te atacam de maneira grosseira, sem esperar que você vá ser legal de volta.

Mas se não tiver a fim, ou achar que não vale a pena, faz como a Carol falou: Pegue o ódio, e deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro. O clássico “Fale com a minha mão.” funciona muito. Ô se funciona.

 

O Photoshop invadiu o Insta, e agora?

Antes de mais nada, só pra efeito de reflexão:

A Michi é modelo há 13 anos. E há 13 anos vê sua imagem alterada nos trabalhos. Seus olhos castanhos, já viraram azuis. Os pais dela já ligaram pra saber o que houve com uma foto que ela estava tão diferente, que eles até estranharam. Entre outras histórias que ela contou lá no evento.

A moça é modelo e passa por isso. Estamos criando um mundo onde ser natural não é bonito.

E aí chega a um ponto em que é claro que as mulheres vão sentir necessidade de usar Photoshop ou outros apps pra se retocar.

Compreensível, sim. Mas continuar estimulando isto? Jamais. Esta é a luta das mulheres que estavam lá na mesa ao lado do Think Olga.

Precisamos nos informar, enxergar a raiz do problema e disseminar o quanto isto é insano.

Vivemos num mundo onde os próprios comerciais de produtos de beleza mostram imagens totalmente alteradas dos resultados do seu uso.

Chegou a hora de parar de se culpar por não conseguir atingir o inatingível e ser feliz. You go, girl!

 

A Scarlett é linda e nós também

Beleza, pra nós, é não ter padrões. É saber que cada pessoa é única, e tentar fazer todo mundo ser igual não faz sentido e gera sofrimento.

Não se deixe enganar pela sociedade, pela indústria ou pelos meios de comunicação que disseminam a mensagem de que você precisa ser outra pessoa pra ser linda.

Já tem muitas marcas que mudaram sua perspectiva sobre beleza e estão aí, produzindo ótimos comerciais, com consciência do que dizem. A mesma coisa com revistas, blogs e pessoas.

Cerque-se destas referências e seja feliz.

Curtiu o post? Que tal dar uma forcinha e ajudar a gente a divulgar o GWS? Dá um like, compartilha, um tuite também vale! :)

Ah, e pra saber mais do nosso universo encantado, é só seguir a gente nas redes sociais:

Instagram // Twitter // Facebook // Tumblr // Newsletter do GWS

Tags:


3 + 2 =


0 Comentários