Um pouco sobre Tarô e outras coisas místicas.

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Quem conhece o GWS há algum tempo sabe que eu sempre fui ligada em tarô, signos e todas essas coisas místicas e astrológicas, temos até a tag #Mãe Nuta em que eu falo sobre signos e outras coisas.

Comecei a me interessar pelas cartas do tarô quando eu tinha 13 anos e com 14 fui fazer um curso e assim comecei a ler, estudar e jogar pra mim, amigos e família.

Esse ano está sendo um ano engraçado. Sabe quando você sente que um monte de coisa que estava adormecida em você volta a tona? Eu com meus 20 e tantos anos nunca mais me identifiquei tanto com a Nuta de 14 anos como agora. Pode parecer estranho, infantilidade, mas na verdade, estou achando um sinal de maturidade.

Em 2013 estou me aceitando mais, procurando dentro de mim as coisas que me construíram de fato. Percebi que meu lado “Mãe Nuta” é um deles e estou disposta  a deixar ele mais aflorado (mil desculpas por essa palavra cafona). Por isso, eu voltei a estudar tarô depois de uns quatro anos sem mexer muito nisso.

Eu tirei a poeira dos livros e  voltei a devorar tudo sobre o assunto. Aproveito o trânsito sem fim da volta do trabalho para mergulhar nesse universo todo novamente. E com isso, comecei a reparar em algumas coisas interessantes. Eu estava no ônibus lendo meu livro “O tarô mitológico” e fazendo anotações com minha mão esquerda porque obviamente, sou canhota, quando reparo que a senhorinha do meu lado fez o sinal da cruz. Mesmo sem saber  as crenças ou religião da senhorinha imagino que ela achou que um livro com esse nome e imagens como a carta do diabo sendo lido por uma canhota só podia ser coisa do “tinhoso”.  Esse tipo de reação pode não ser comum, mas o estranhamento e o preconceito com as cartas do tarô e com quem lê, é.

Pra começar, quem lê tarô não é advinha. Tarô também não tem nenhuma semelhança com ler bola de cristal e muito menos com magia negra.

O tarô é um jogo de cartas e a regra básica de um jogo de cartas é você conhecer o significado delas. E claro que quem joga tarô acredita no mundo espiritual e principalmente acredita que essas energias influenciam o jogo. A filosofia do tarô é ligada as energias do universo e assim como ele, todas as cartas são positivas e negativas, o yin e o yang. Quem joga, acredita na importância da vibração negativa e da positiva e o importante é o equilíbrio delas, não a anulação de nenhuma.

Quando eu decidi estudar tarô tive que escolher qual tipo eu iria me aprofundar. Existem muitos, todos mantendo a mesma base: Os arcanos maiores e os arcanos menores. Os baralhos mais conhecidos são o tarô cigano, o tarô egípcio, o tarô de marselha e o tarô mitológico (Eu decidi jogar o mitológico porque unia duas coisas que sempre me interessei: O tarô e a mitologia grega).

Hoje em dia existem os mais diferentes tipos de baralho. Uns lindos de morrer como o The Unknown Tarot e até Zombie Tarot (quero os dois). Pode ser impressão minha, mas a leitura de tarô, tá ficando hypada.

A origem do tarô é um mistério. Quem as teria imaginado, onde, como e com qual objetivo, é uma resposta que ninguém tem. O que na minha opinião, faz das cartas algo ainda mais interessante. Alguns afirmam que o tarô tem origem no Egito antigo, outros dos celtas e existem algumas evidências que na metade do século XV na Europa, o tarô era comercializado e disponível para qualquer um que tivesse interesse em desvendar sua mensagem.

As cartas eram vistas como uma forma do homem entender sua própria jornada na terra. Isso até a idade média quando a igreja condenou o uso do baralho dizendo que era coisa do demônio e dos incrédulos. O tarô não combinada com o estilo de vida da era medieval já que contestava a concepção de que o homem era um ser miserável e pecador e que a única maneira de se aproximar de Deus, era através da igreja.

As cartas de tarô sempre tiveram uma mensagem de que o homem, assim como os deuses, eram seres com defeitos e qualidades, e que só o autoconhecimento levaria o ser humano a uma vida equilibrada.

O tarô ganhou novamente destaque no período renascentista onde o pensamento que, na verdade o homem era um grande milagre e co-criador do universo, ganhava força. Muitos afirmam que foi nesse período que as cartas de tarô como a gente conhece até hoje foram desenhadas. Esse pensamento da Renascença foi na verdade, uma volta as origens já que os gregos diziam: “Conhece-te a ti mesmo”.

Essa é a filosofia e mensagem do tarô. As cartas e a viagem do personagem principal, representada pela carta d’O Louco nada mais é do que a busca pelo autoconhecimento e as nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais representadas no tarô, pelos quatro naipes do baralho, pelos quatro elementos da natureza. Jogar tarô pra mim é quase como ir ao psicólogo pra alguns. Você tem que mergulhar dentro de você de verdade, procurar entender o que aquela carta está tentando te dizer. E se aceitar, crescer, seguir em frente assim como O Louco percorrendo o seu caminho até a carta d’O mundo.

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4 Comentários

  • patrícia silva

    gostaria que lesse o tarô para mim eu meu namorado estamos brigados será q tem volta?
    aconteceu uma coisa estranha agora mesmo estava em meu quarto de repente caiu um mandruva enorme no meu quarto não sei onde saiu isso estou com medo me ajuda

  • Cintya

    Nuta fala sobre velas aromáticas e o poder de cada fragrância. Bjosss

  • Tânia regina Anacleto

    Gostaria de voltar com um namorado..Que deixou por outra.sera que tenho chance?