Vida real de uma modelo – GWS Entrevista: Michelli Provensi

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

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Uma coisa me chamou atenção durante a São Paulo Fashion Week, que rolou há algumas semanas atrás e não tem nada a ver com passarela. Foi o lançamento do livro “Preciso Rodar o Mundo”, da modelo Michelli Provensi.

Tudo começou em outubro, quando vi o clipe da música “All the Models in the House”. Achei divertido, a música cola na cabeça, mas não entendi o que era aquilo. A Michelli tava se lançando no mundo da música? Qual era a onda?

Quando liguei lé com cré e descobri que tinha tudo a ver com o livro que ela ia lançar achei irado. A ideia da Michi é ajudar a desconstruir a imagem de que a vida de modelo é cheia de glamour, bebidas que piscam e conforto sem fim. A gente já cansou de ouvir falar que não é nada disso, mas uma garota inteligente, real e experiente contando são outros quinhentos, não é?

Por isso veio a ideia de bater um papo com ela aqui pro blog. Achamos que a proposta do livro tem tudo a ver com o GWS e já estamos doidas para ler!

Carol Guido – GWS: Como surgiu a ideia do livro? O que te motivou a falar sobre as realidades da vida de modelo?

Michelli Provensi: O livro surgiu da minha vontade de mostrar preto no branco o que é ser um a modelo, não uma top model. A motivação maior foi a curiosidade dos outros pelo mercado e por ver que a grande parte tem uma ideia errada de como funciona a minha profissão.

GWS: E a ideia de criar um vídeo, uma música? Como foi?

MP: Já tinha escrito varias letras de música, na dificuldade de encontrar um editora, resolvi criar um projeto audiovisual com capacidade memética, para chamar atenção ao assunto.

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GWS: Você, como a maioria das modelos, começou a carreira muito cedo, aos 16 anos. Como lidar com rejeições, críticas e vaidade quando se é tão jovem?

MP: É muito difícil lidar com a pressão do mercado muito cedo. Difícil ter que se encontrar, descobrir sua personalidade em meio a tanta exposição e imposição.

GWS: Teve algum momento da carreira que você pensou em desistir? Como foi?

MP: Com 5 anos de carreira tive a crise dos 5 anos – risos- joguei o salto pro alto, tentei fazer uma ultima viagem, mas já tinha sido picada pelo mosquito viajante. Muito difícil largar a profissão por pensar em perder as oportunidades de viagens

GWS: Para as garotas que querem ser modelo e estão começando: alguma dica para manter os pés no chão e a cabeça sã?

MP: Minha dica para as novas modelos é: não namorem enquanto new face e sejam curiosas.

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GWS: Qual a parte mais legal da profissão?

MP: A parte mais legal da profissão são as viagens e oportunidades de adentrar novas culturas.

GWS: Você acha que existe brecha na moda para deixar de lado os padrões de beleza / magreza?

MP: Acho difícil a moda largar o padrão magro, se largassem o esquálido já ficaria feliz.

GWS: Quais os seus próximos planos? Livros, modelar, música?

MP: Me considero artista, escrever, modelar, cantar são vertentes da arte. Tudo que tem a ver com me expressar estão em meus planos.

Nos identificamos com os planos para o futuro. E muito!

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