Volto Semana Que Vem – opiniões do clube do livro GWS

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Laíza Felix:

Em abril, o Clube do Livro GWS aderiu ao projeto Lendo a Ditadura, que propõe – por meio da leitura de obras ambientadas nessa época – uma reflexão sobre esse período triste de nossa história. O livro escolhido pelo grupo no Facebook (entra lá!) foi “Volto semana que vem”, da jornalista gaúcha Maria Pilla.

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Infelizmente, a leitura veio num momento em que o país passa por uma grave crise política e ninguém sabe muito bem o que vem pela frente. Talvez por isso seja uma hora bastante apropriada para visitar o passado: para tentar entender as articulações que levaram àqueles acontecimentos (e aos atuais também); para empatizar com o que as pessoas viveram; para nunca esquecer; para nunca mais deixar acontecer.

Pessoalmente, achei que o livro fosse mais pesado. Os relatos curtos são divididos por ano e local, sem ordem cronológica, sem entrar na crueldade dos detalhes. Ao contrário, percebi que ela se ateve, em vários trechos, a momentos bastante sensíveis, como a rabanada das presas e a reconciliação com a mãe.

Diria que, se um militante pudesse manter um diário, seria bem parecido com a obra de Pilla, que conta, em menos de cem páginas, momentos de toda sua vida antes, durante e depois da ditadura: a infância em Porto Alegre, a prisão em Buenos Aires, o exílio em Paris. Olha o que o pessoal do clube achou:

gws - clube do livro - abril

Margareth Andrade Eu comecei a ler. Mas confesso que apesar de curtinho o livro não me manteve empolgada. Vou retomar a leitura e espero mudar de ideia.

Maíra Bueno Gostei MUITO do livro, muito mesmo. A narrativa é uma oportunidade de viajar pela mente de outra pessoa: cada “capítulo” (?) é uma memória. Quase nunca uma está ligada a outra e não temos certeza do que as une. Como nossas lembranças, mesmo. Talvez canse um pouco essa falta de linearidade, não é possível acompanhar os personagens, por exemplo. Mas, como eu disse, é uma oportunidade. Essa mulher viveu horrores que mal podemos imaginar, e ela é generosa o bastante para nos deixar ler seus pensamentos, suas memórias. Pelo que ela contou, as memórias eram uma das poucas alegrias das presas políticas (que narravam filmes às outras, por exemplo). E eu nunca tinha lido um livro assim. Livros de memórias já li vários. Mas livro de lembranças acho que esse foi o primeiro.

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