O coração quer o que ele quer? Por que ficamos presas a relacionamentos sem futuro

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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Ilustração tirada do Instagram: @henn_kim

Eu adoro a Selena Gomez. Acho ela absurdamente gata, talentosa e inteligente. Costumo dizer que Selena só tem um defeito, Justin Bieber. Nada contra o garoto prodígio (que aliás essa semana rolaram umas fotos que levou o significado de prodígio de Justin para outro patamar, né? Abafa) mas acho muito claro que ele não faz bem a ela. Eles já namoraram, separaram, tem boatos de traição, boatos que voltaram, fotos deles juntos, fotos dele com outras, fotos dela com outros, indiretas no instagram… todas as provas que confirmam que eles vivem um relacionamento iôiô, que fazem as coisas para colocar ciúmes um no outro, que se amam e se machucam em looping.

Como diz a própria música da Selena, “the Heart Wants What It Wants”, ou em bom português, “o coração quer o que ele quer”. Não importa se te faz sofrer, se ele não te valoriza, se ele te faz se sentir culpada, se ele faz suas melhores amigas fazerem cara de nojo com a possibilidade de vocês ficarem juntos. Parece que nada importa e a sensação é que só com ele do seu lado você será feliz. E pra você, ninguém entende vocês, ninguém sabe o quanto ele gosta de você, você sabe que ele parece difícil, mas é que suas amigas não conseguem entender a essência dele. E quando você olha pra sua vida, seus amigos te acham otária, sua família tem peninha de você e você já se colocou em diversas situações desconfortáveis em nome desse relacionamento. Deixa eu te contar uma coisa: Se tem alguém não entendendo esse relacionamento, esse alguém é você.

Selena e Justin são só um exemplo desse tipo de namoro que não faz sentido pra ninguém. No fundo, no fundo, não faz sentido nem pra quem está envolvido, mas algo te  puxa, algo te atraí feito imã e você não consegue sair dali. Uns dizem que o nome disso é paixão. Aquela coisa que cega, que você fica sem ar quando vê a pessoa, aquilo que faz seu coração disparar e achar mesmo com todos os defeitos, mesmo que tudo já tenha dado errado milhões de vezes, que se você tentasse de novo, de um jeito diferente, ou se simplesmente não largar o osso, uma hora, de alguma forma aquilo vai funcionar. Tipo novela, que tudo dá errado para o casal principal durante toda a trama, mas no final tudo se desenrola e eles percebem que tudo era só armações da vilã. Pronto, agora a coisa vai fluir para o felizes para sempre.

A vida não é uma novela e o maior vilão da nossa história pode ser nosso coração. Eu cresci com uma pessoa muito próxima na minha família, que prefiro manter a identidade em sigilo que era muito, muito apaixonada. E ela vivia nesse tipo de relacionamento empacado, que não anda, com indas e vindas, com empecilhos, traições, inseguranças, incertezas, um dia o cara era príncipe, no dia seguinte sapo… nada, nada fluia. Mas ela era cega, apaixonada, não largava o osso, achava que um dia, a coisa ia.

A coisa nunca foi. Ela perdeu o tempo, a juventude, as chances de conhecer alguém legal, um relacionamento que pudesse de fato evoluir, investindo em um relacionamento que era tão claro que não estava funcionando, que nunca iria funcionar.

“O coração quer o que ele quer” ou a gente que se apega a coisas que não deveríamos nos apegar? Por que nos prendemos a relacionamentos que não nos levam a lugar nenhum, que deixam nossa mente perturbada com dúvidas, inseguranças e incertezas? E o pior: Infelizes? Será que isso é amor ou posse? Paixão ou medo de ficar sozinha? Envolvimento ou só química sexual?

Eu pessoalmente tenho medo de sentimentos arrebatadores. Esses que te cegam, que você não consegue perceber que não vão te levar a lugar nenhum. Por mais difícil que seja, é importante ligar a chavinha da razão em algum momento.

Algumas coisas simplesmente não são para ser. E quando você está envolvida em um relacionamento intenso, mas que te faz sofrer, que te deixa cheia de dúvidas e ansiedade,  que vocês já se machucaram muito, não é a hora de pensar em seguir em frente sem ele?

A gente sabe que a dor (física mesmo) que você vai sentir será imensa. Sim, vai parecer que estão arrancando seu coração fora, porque é essa intensidade que esse tipo de relacionamento tem, mas a dor faz parte da vida. Sim você vai se sentir carente, sozinha e os primeiros domingos que você passar sozinha serão bem esquisitos.

Ma se tem uma coisa que eu aprendi com a minha parente é que mais vale a dor de um band aid puxado na ferida do que anos e anos de um machucado que não sara nunca. O que eu aprendi também é que quando uma coisa não é pra ser, ela não será. E se você não tomar controle da sua vida e agir a vida vai se encarregar de fazer isso por você e garanto, vai doer ainda mais e virá carregado de frustrações e de frases de arrependimento.

O coração pode até querer o que ele quer. Mas lembre-se que você é dona dele. Tome o controle da sua vida e faça o que no fundo você sabe, é melhor para você, para sua saúde física e mental.Você merece ser feliz. De verdade e agora.

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