O mundo e suas competições: Quanto mais você se compara mais longe está de se encontrar

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por: Isa Freire

rookie(Imagem do site Rookie)

O mundo é cheio de competição: entre homens, mulheres, casais, amigos ou inimigos. Sim, tenho toda uma noção de auto crítica e devo confessar que também já estive competindo muito. Por exemplo, ao invés de querer ser bonita, eu queria ser a MAIS bonita, ao invés de bem sucedida, a MAIS bem sucedida e por aí vai. Então antes de dizer que você não sofre desse mal, de estar sempre competindo com os outros, pense nisso. Pense em quantas vezes, pra se sentir bem, você teve de usar outros como base pra comparação.

Sofri alguns anos num grupo de amigas 100% magras e também 100% insatisfeitas com o corpo (eu inclusa). Em todo almoço ou lanche e afins, alguém reclamava de não poder comer, de estar gorda, de já ter sido mais magra e mais bonita ou de não ter roupas que ficavam boas. Nos meus 46 quilos em 1,54m, eu nunca fui a mais magra desse grupo. É complicado se sentir magra, entre magras que se sentem gordas. Nessa hora, o espelho não fala sinceramente com você. Nessa hora, o reflexo do espelho te engana, te mostrando todas aquelas outras meninas que “não são magras” do seu lado também.

Além dessa versão estética da competição, com a qual acredito que todas nós sofremos, independentemente do nosso grupo de amigas (porque estamos à mercê da televisão, revistas, Barbies e Angels da Victoria Secret’s), tem um outro tipo de competição que me fez sofrer por no mínimo 20 anos.

Tem uma música de um musical da Broadway chamado Funny Girl, PEOPLE, que diz que as pessoas mais especiais do mundo são as pessoas que precisam de pessoas. Atenda qualquer palestra dessas empresariais de hoje em dia e com certeza o que mais você vai escutar é sobre a importância das PESSOAS. Nós não conseguimos viver no isolamento, é verdade. Precisamos de pessoas pra tudo, inclusive pra nos reproduzir. E desde muito novinha percebi que ali estava o grande valor da vida: manter as pessoas sempre por perto, sempre muito amigas, arrisco dizer sempre precisando de mim e vice-versa. Acontece que essa é uma descoberta, que conscientemente ou não, todo mundo faz. E é aí que entra a competição (de novo). Quantas vezes fui obrigada a responder ou me senti impelida a perguntar: “mas quem é mais sua amiga: fulana ou fulana?”. Quantas vezes me senti excluída ao ver minhas amigas se reunindo sem me chamar? Quantas vezes participei de emails, grupos de facebook, whatsapp ou qualquer coisa que excluíam outras amigas que provavelmente sentiam o mesmo? E quantas vezes me vi implantando ideias minhas ou tendo ideias de outros implantadas na minha cabeça, com o intuito de mostrar que “eu que to certa” depois de uma discussão qualquer entre duas pessoas? Resumindo, o pensamento é esse: não adianta ser minha amiga, tenho que ter certeza que numa briga, você vai ficar do meu lado.

aspas2Depois de muitas porradas, do maternal aos dias de hoje e de muitas pessoas terem ficado do meu lado, enquanto outras pessoas também tiveram sucesso de afastar amigas de mim, percebi que não fazia sentido querer que o mundo inteiro gostasse MAIS de mim. E consequentemente e ao poucos, fui entendendo que eu também não precisava ser MAIS magra, MAIS bem sucedida, MAIS inteligente ou MAIS bonita do que ninguém. Isso tudo atingiu meus relacionamentos, principalmente entre amigas. Atingiu quando acontecia e atingiu quando acabou porque percebi que acontecia. Não sou mais feliz hoje, mas sou mais leve.

Tentei resumir ao máximo, um assunto que renderia várias e várias páginas, por ser tão pouco falado, afinal, ninguém quer admitir que se compara com o outro ou que se sente pior, ou melhor que o outro. Mas o caso é: seja feliz por quem você é e pelo que você faz e o que você sente. Seja egoísta nesse ponto, não precisa ser o centro do mundo, mas seja o centro do seu mundo. Olhe pro lado sim, pra ajudar, entender e perceber que os outros são diferentes, mas não pra querer ser melhor/igual àqueles ao seu redor. Falam muito pra gente parar de ser egocêntrico, parar de “olhar só pra o próprio umbigo” mas sei lá… de uns tempos pra cá, tenho visto que isso que tá faltando nas pessoas. Você não é um grupo, você não é a sociedade, você não é uma família, no fundo, no fundo, você é só você e é legal ser você, porque só você é você e sabe o que é ser você. O quanto você se compara, é inversamente proporcional ao quanto você se sente bem, se conhece e se ama.

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